... "A escolha dos 12 melhores
produtos de design da 11ª Gift Fair, dois por segmento,
uma distinção para empresas, designers, artistas
plásticos e artesãos dada pela Grafite - Divisão
de Feiras Profissionais, promotora do evento, revelou que se
o Brasil ainda não tem uma cultura de design consolidada,
está começando a criar uma tradição
porque tem uma reserva de criatividade quase inesgotável.
Talento farto exercitado por artistas e empresas que mesmo em
regiões carentes do País ou em áreas com
difícil acesso a materiais ou ainda trabalhando com tecnologia
rudimentar criam peças e produtos com traços formais,
estéticos e funcionais compatíveis com os produtos
desenvolvidos em países com larga tradição
em design, como a Inglaterra, Alemanha, França e Itália.
A escolha foi feita por três professores da Faculdade
de Belas Artes de São Paulo em associação
com a Grafite Divisão de Feiras Profissionais."
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... "A 11ª
Gift Fair registrou também uma forte presença de elementos locais
na confecção de produtos de design.
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É o caso das goianas Elenita Ferreira
de Macedo e Gilda Marlene Gable, da Bauhaus/1001, que trouxeram
para a 11ª Gift Fair os arranjos e guirlandas para o Natal feitos
com troncos, rodelas de madeira, cipó e brotos de palmeira do
cerrado goiano dando um toque de originalidade genuinamente
brasileiro para este natal."
Trecho da Revista Gift News Ano 3 Nº 11 |
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O Natal
e Seus Símbolos
O Papai Noel
Entre as várias lendas e versões que explicam
o surgimento do Papai Noel, a mais fidedigna é a que
conta a história de São Nicolau, Santo Claus,
como é conhecido na Europa e EUA, que daria origem
ao mito do velho mais bondoso do planeta. Um dos santos preferidos
na Idade Média, São Nicolau viveu na Ásia
Menor entre os anos 271 e 341. Foi protetor das crianças,
dos marinheiros, das noivas, dos comerciantes, dos escravos,
dos sentenciados, dos homens ricos e dos ladrões.
Conta-se que o pai de Nicolau morreu deixando-lhe uma grande
fortuna. Generoso e afortunado, Nicolau soube que seu vizinho
ia casar uma filha e não podia dar a ela um casamento
à altura. Numa noite, às escondidas, ele encheu
uma bolsa de moedas de ouro e a jogou pela janela do vizinho,
que fez uma festa para o casamento da filha.Anos mais tarde,
Nicolau fez o mesmo com relação ao segundo filho
do vizinho. Quando o terceiro ia se casar, o pai surpreendeu
Nicolau jogando a bolsa de moedas e espalhou a notícia.
Por isso, em muitas imagens do Santo há 3 bolsas de
ouro. Tendo demonstrado sabedoria, zelo e caridade, Nicolau
tornou-se bispo e faleceu em 342. Na idade Média, junto
aos "Autos do Bispo" e das festas envolvendo a figura
de Nicolau, surge a data de 6 de dezembro, marcada pela distribuição
de presentes, feita por um servo, as crianças bem comportadas
e castigos às mais travessas. Já na Suécia
e Noruega dizia-se que era o próprio santo que fazia
a distribuição dos brinquedos, deixando-os nas
lareiras, nos sapatos e nas meias. Contava-se ainda que ele
percorria as distâncias, coberto de neve, num trenó
puxado por renas.
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| E as três bolsas de
ouro foram transformadas numa só, repleta de brinquedos
e guloseimas. A mudança da data de 6 de dezembro para
o atual dia 25 se deu na Inglaterra na época de Henrique
VIII. Rompendo com a Igreja Católica Romana, a Inglaterra
quis ter costumes próprios e passou o dia de Natal
celebrado no dia 6 de dezembro para o dia 25. Há no
Papai Noel uma riqueza de significados e símbolos a
serem vivenciados. O sentido do velho em conviver com as crianças,
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| alegria da caridade, o cultivo
da capacidade de fazer as crianças sonharem e o senso
de justiça, qualidades que tornaram o velho Nicolau
na figura mais popular e querida do mundo. Hoje, nós
o encontramos em toda parte, com ar risonho, barbas brancas,
gorro adornado de arminho, gorducho, vestido de vermelho,
com botas contra o frio em pleno verão brasileiro e
trazendo nas costas uma sacola cheia de surpresas.
Presentes de Natal
O hábito da troca de presentes, hoje por ocasião
da festa de Natal, é também encontrado entre
os costumes pagãos, na antiguidade, que a tradição
cristão foi assimilando e modificando. Sabe-se que
os antigos romanos possuíam o hábito de mandar
presentes aos amigos no Ano Novo, que coincidia com os festejos
ao deus Janus no solstício de inverno. Nesta ocasião,
havia, em todo o império romano, uma grande solenidade
para celebrar a passagem de ano. Acredita-se que essas são
as origens das atuais comemorações da passagem
do ano, o reveillon. Já o costume de colocar os presentes
na lareira vem o norte da Europa. Entretanto, pouco a pouco
os presentes foram sendo colocados debaixo da árvore
de Natal. Esta mudança surgiu na Inglaterra com a rainha
Elizabeth I. Ela promovia grandes festas e seus súditos
lhe davam muitos presentes, sobretudo tecidos para vestidos.
Como as oferendas eram muitas e ela não podia receber
todas pessoalmente, as ofertas eram colocadas ao pé
de uma grande árvore de Natal no jardim do palácio.
O costume pegou e veio para a América com os ingleses
e holandeses. Atualmente, em todas as casas, as famílias
colocam, junto às árvores de Natal, caixas e
caixas, escondendo muitas surpresas.
Os Magos
Os magos eram, na antiguidade, a designação
comum para os estudiosos dos astros. Sábios do Oriente,
os magos são hoje muito conhecidos na tradição
natalina. São Leão Magno foi o primeiro a dizer
que eram três, pelos três presentes ofertados
ao menino Jesus. A opinião prevaleceu até hoje.
Segundo Sào Leão Magno, os três reis magos
que visitaram Jesus na manjedoura simbolizamvam as três
raças humanas: branca, amarela e negra.
A descrição mais notável é do
venerável Beda (735) que dá nome aos magos e
os descreve com pormenores. Melchior, era jovem de cerca de
20 anos, robusto, vestido de azul e branco, com turbante de
várias cores. Gaspar, velho com cerca de 70 anos, tinha
cabelos brancos e barba longa. Vestia-se de amarelo, com um
manto nacarado e sandálias violetas. Baltazar, que
tinha aproximadamente 40 anos, rosto escuro e barba serrada,
andava em trajes vermelhos e sandálias amarelas.
A Estrela
Sinal de Deus, a estrela é o guia dos Magos.
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A estrela era considerada pelos
antigos símbolo de natureza espiritual, divindade para
os pagãos, anjos para os judeus Cristãos.
A estrela de Natal, colocada em nossas casas, desperta, atrai,
suscita questionamento, faz buscar guia, revela e produz alegria. |
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Cartões de Natal
O sadio costume de enviar cartões de boas festas por
ocasião do Natal tem a ver com a Bíblia, palavra
de Deus escrita, e Jesus Cristo, palavra de Deus encarnada
e a necessidade de comunicação dos homens.
Hoje o envio de cartões é uma das práticas
mais importantes no Natal. É através deles que
expressamos todos os nossos votos e desejos às pessoas
que dividem conosco o espírito natalino. No Natal podem
até faltar os presentes, mas os cartões são
imprescindíveis.
A Vela de Natal
A vela , a lamparina, o lampião e as tochas foram a
iluminação dos lares e dos templos durante séculos.
Antes da eletricidade, as noites da humanidade eram de trevas,
de perigo e de medo. O homem ao contemplar aquela chama meditava,
descobria luz, vida, calor, segurança, visão...
A Vela Natalina tem seu significado por causa do Círio
Pascal.
Ao acender a vela de Natal simbolizamos a visão de
fé que, sob a luz da Ressurreição, nos
faz reconhecer o Menino de Belém.
Os Sinos
Até não muito tempo atrás, os sinos eram
uma espécie de relógio popular. Ao repicar dos
sinos todos sabiam que era a hora da "Ave Maria ou Angelus"
e todos faziam o mini-ofício. Os momentos tristes também
eram acompanhados pelos sinos, com toques lentos, espaçosos,
chorosos. Mas, os sinos também ressoavam com espendor
durante as missas de Páscoa e Natal. Sua função
agora é mais ilustrativa, aparecendo em cartões
de Natal, centro de guirlandas, nos enfeites, etc. O sino
é um símbolo sempre presente, pois marcou muito
a humanidade e o Cristianismo.
A Canção Noite Feliz
O autor da letra "Noite Feliz - Noite de Paz" é
o músico, poeta e sacerdote João Mohr. De todas
as tradições natalinas, talvez seja a única
que não deixa margem a controvérsias. Conta-se
que no dia 24 de dezembro de 1818, enquanto preparava as festividades
do Natal, Mohr deparou-se com o órgão da igreja
danificado e pensou: como realizar uma cerimônia de
Natal sem música? Rascunhou em poucas horas três
estrofes com versos simples que lhe saíram da alma.
Entregou a letra para o professor de música da aldeia
Franz Xavier Gruber. Nascia a mais famosa canção
de Natal tocada no mundo inteiro.
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A
Ceia de Natal
No Natal, o momento mais sagrado é sem dúvida
o da participação na Ceia de Cristo. Na mesa se
encontram enfeites e alimentos que enchem nossos olhos de cores
e nos revelam que por detrás de tudo mãos carinhosas
e atentas atuaram com amor. Mas, o principal, é o encontro
das pessoas, |
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os abraços, os votos
, os sorrisos, as lágrimas, o perdão, o carinho,
o beijo, o amor. É Natal, é paz, é vida,
é amor. Jesus Cristo aqui agora, no meio de nós,
no outro, na fraternidade.
A Guirlanda
Uma coroa de ramos de pinheiro ou cipreste, com laços,
enfeites vermelhos com quatro velas, eis a guirlanda utilizada
nas casas cristãs durante o mês de dezembro.
Numa liturgia adequada, a cada domingo acende-se uma vela.
No Natal as quatro velas desaparecem porque reina a grande
vela do Natal. Na coroa de cipreste (que é um vestígio
de costumes pagãos) está bem representada toda
a natureza que, junto com o homem, espera a salvação.
As Cores
As cores, ao lado das palavras, dos gestos, das imagens e
do som, são outros elementos que a igreja se apropriou
para difundir o cristianismo.
VERDE: representa a esperança,
certeza da vida eterna, da plenitude da posse do sSenhor
BRANCO: cor simbolizando
pureza, paz, tranquilidade e realeza.
VERMELHO: Simboliza amor de
Deus para conosco, sangue derramado pelo Cristo para nossa
salvação, significa também realeza.
No Natal são estas as cores utilizadas, às
quais se acrescentam cores não litúrgicas como
o dourado e o prateado, representando glória, majestade
e o poder infinito de Deus.
Como vimos, existem muitos símbolos para celebrar
o Natal. Mas cada um deles tem uma função especial,
uma mensagem.
Mas, mais do que saber utilizar esses símbolos, é
preciso comemorar o Natal, o nascimento, com amor, solidariedade,
amizade e fraternidade.
Pesquisa e Redação:
Elenita Ferreira de Macedo
Bibliografia:
- Irmão Nery - O Natal e Seus Símbolos -
Editora Vozes
- Leonardo Boff - Natal, a humanidade e a jovialidade de
nosso Deus - Editora Vozes
- Cuechle Bihlmeyer - História da Igreja - Paulinas
Ed. e Texto Luiz Gonzaga Silva Neto
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